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Deise Espelocim: a mulher à frente da Expofeira
de Uruguaiana 

Uma história de trabalho e dedicação que se confunde com a reformatação do evento que conquistou status da maior feira agropecuária da Fronteira Oeste

  Nos últimos anos a Expofeira de Uruguaiana promovida pelo Sindicato Rural de Uruguaiana tornou-se um grande acontecimento, integrando o homem do campo e da cidade num evento que vai muito além das vendas das raças ovinas, bovinas e equinas dos tradicionais remates da feira. Cria um ambiente saudável e educativo para toda a comunidade e evidencia não só a qualidade do rebanho, mas a produção, o comércio e serviço de nossa terra. Na linha de frente deste evento, organizando e coordenando equipes, está a executiva de eventos Deise Espelocim. Com a realização da 80ª Expofeira, em outubro deste ano, completou a feira de número 21 na sua trajetória de sucesso. 

 

Destino selado na Expointer

 

O primeiro contato de Deise com as raças foi na Expointer de 1995, na época trabalhava na RBS TV e foi fazer cobertura das cabanhas destaques da Fronteira Oeste. O produtor rural João Gaspar de Almeida, amigo do diretor da emissora , foi quem apresentou-a  à José Antônio  Marques Fagundes (Tunico) para que a orientasse nas matérias dos crioulos e Wilson Matteo Dornelles (Cicico) em relação as ovelhas. “O João me apresentou para todas as raças bovinas e também de bubalinos criados na região fronteira oeste para que eu pudesse realizar meu trabalho. No ano seguinte o Tunico, presidente do Sindicato Rural de Uruguaiana, me convidou para fazer parte da entidade”, conta ela, lembrando os planos do então presidente de fazer da Pastoril um grande palco de eventos: “Ele pretendia modernizar o parque e, na busca de fazer crescer a Expofeira, aceitei o desafio e realizamos a 60ª Expofeira, em 1996. Já se vão 20 anos de entidade e 21 na produção de Exposições. Continuo amando o que faço”, assegura.

 

1996 – O desafio da 60ª Expofeira

 

Relembrando a história de sua primeira Expofeira, declara: “Foi marcante mesmo!”. “A 60ª edição foi a última expofeira no modelo antigo do parque e, claro, da pista de provas frente à arquibancada. Naquele ano  (1996) tivemos o apoio do Senar, o patrocínio da Ipiranga e vendemos cinco estandes de R$ 300,00. Eu e o João Juraci Cantarelli, diretor financeiro, fizemos muitas visitas e convidando empresários locais. Não tivemos muito apoio. Mas era um recomeço do evento e ali plantamos um novo momento das exposições. Era realizada em novembro e durava nove dias, num desses dias veio um temporal que arrasou com os poucos estandes que tínhamos”. Deise lembra que o comandante do 8º RC Mec, Cel Dangui, voltando de um "campo" estacionou a viatura na BR e veio verificar qual era o estrago e tranquilizou  os organizadores, informando que mandaria um pelotão com barracas para reerguer o parque. “Ficamos com uma exposição verde! A atração do domingo foi toda tarde de paleteadas e quem narrou foi o próprio presidente Tunico. Com dedicação, chegamos ao nível de hoje, com vários eventos simultâneos, excepcionais parcerias, extensão de apoio com universidades, entidades e instituições que tomam conta de todo o parque nos quatro dias de realização.”

 

Memórias dos melhores momentos

 

Para a executiva de eventos muitos foram os momentos marcantes desta história. “Cada um com seus diretores e suas particularidades que deram o melhor de si, e eu, em todos os momentos busquei acompanhar e cumprir cada etapa”, diz, citando alguns destes momentos: “a Exposição da reinauguração do parque; acolhimento de eventos nacionais e internacionais de associações de raças; a criação do Projeto Vida no Campo em 2002, integrado a comunidade escolar à exposição; a festividades dos 100 anos da Associação Rural em 2005; a presença do Museu de Tecnologia da PUC para a comunidade de Uruguaiana na Expofeira de 2009; as gineteadas universitárias; shows regionais e nacionais, como o Fernando e Sorocaba. Enfim, a integração de entidades e instituições fazem cada vez mais a Expofeira de Uruguaiana se fortalecer e, principalmente, crescer. Isso resulta no melhor, que é a oportunidade de darmos a todos os segmentos a realização de negócios, desde o menor até o maior comerciante que prestigia nosso evento.

 

As porteiras abertas para o aprendizado

 

Desde a 60ª até a 80ª Expofeira, Deise afirma que “o tempo transcorrido foi mais que uma realização profissional, mas de crescimento pessoal, pois a classe agropecuária “abriu as porteiras” para superações e aprendizado. Como a cada ano, mais investimentos a entidade faz para o fortalecimento da  Expofeira, a cada evento eu mais amo fazer o meu trabalho, pois sinto que existe o principal entre eu e as diretorias: confiança e dedicação. Tenho um sentimento de gratidão renovado a cada troca de diretoria que aprova e continua apostando na minha empresa pra continuar esse trabalho. Dessa forma vou me sentindo parte da vida do Sindicato... ali atrás eu era a "nova" integrante e hoje sou a mais velha parceira da entidade! Muitas equipes fizeram parte dessa história e tenho saudades de cada uma, assim como agradeço os que hoje me auxiliam na execução esse evento, declara. 

Sobre  futuro desta história de amor entre Deise e a Expofeira de Uruguaiana, ela diz: “Espero que Deus continue abençoando a todos que proporcionam essa festa à nossa cidade, que eu tenha saúde e força para continuar dando meu melhor e a cidade de Uruguaiana, literalmente, apoie cada vez mais a maior feira agropecuária dessa região”.

Redação: Giovana Petrocele

Fotos: Arquivo Sindicato Rural de Uruguaiana

 

 

 

 

 

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